quarta-feira, 9 de julho de 2014














                    Consciência animal


Consciência animal tem sido pesquisada ativamente desde há mais de 100 anos. O delicado tema da consciência animal envolve três dimensõesO delicado tema da consciência animal envolve três dimensões principais: a cognição, Um estudo levado a cabo por Philip Low, juntamente com o reconhecido físico comprovou que a estrutura que se pensava que distinguia os animais humanos e os animais não humanos, o , não é o produtor de consciência. Assim sendo, considerando o restante cérebro que produz os estímulos de consciência de si, concluiu-se que os animais não humanos possuem consciência. No entanto, da sua compreensão, e da análise de estudos científicos recentes, resulta a dúvida sobre a possível presença de consciência nos animais . De acordo com Burghardt, 1985, "a melhor abordagem é a utilização de experimento (especialmente ) e observação para traçar o alvorecer e  e reflexão em fetos humanos normais, bebés e crianças", de consciência As pesquisas demonstram a capacidade de tais animais perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor. Além disso, nos últimos anos a  tem vindo a mapear as áreas do  descobrindo que as áreas que nos distinguem dos outros animais não são as que produzem a consciência. Assim, deduz-se que os animais estudados possuem consciência porque "as estruturas cerebrais responsáveis pelos processos que geram a consciência nos humanos e outros animais são equivalentes"
O termo inteligência animal se refere às capacidades cognitivas dos animais ... de regra e que também pouco tem a ver com pura cognição

Anatureza é perfeita   entre os animais 
os  humanos  que  são complicados  




Cocada, uma cachorrinha órfã e com apenas 24 horas de vida, é adotada pela mamãe Pimenta, a gatinha arisca/feral, resgatada da rua, e que ainda amamenta 4 gatinhos loirinhos!

Cocadinha pegou a teta, mamãe Pimenta aceitou e os irmãozinhos Fubá, Amendoim, Paçoca e Quindim ganharam uma irmãzinha 


                                       a natureza   é linda

                                sem  preconceito


 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

AS REAÇÕES ALÉRGICAS EM CÃES


AS REAÇÕES ALÉRGICAS EM CÃES 

AS REAÇÕES ALÉRGICAS SÃO TÃO COMUNS EM NOSSOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO E PODE OCORRER EM CÃES DE QUALQUER IDADE, RAÇA OU SEXO. GERALMENTE, LEVA VÁRIAS EXPOSIÇÕES ANTES DE UMA REAÇÃO OCORRE, E AS REAÇÕES PODEM VARIAR DE LEVE A GRAVE.


Leve 

Reações leves incluem febre, apatia e perda de apetite. reações ligeiras são, provavelmente, também relacionada a uma reação imunológica de uma vacina. Eles geralmente desaparecem sem tratamento.



Moderada
A urticária é uma reação vascular moderada da pele marcada por urticária ou pápulas e rápido inchaço e vermelhidão dos lábios, ao redor dos olhos e na região do pescoço. Costuma-se coçar muito. A urticária pode evoluir para anafilaxia e é considerado risco de vida.
Esta é a reação mais comum em cães.
Grave
A reação mais grave é a anafilaxia, de repente, a resposta alérgica severa que produz dificuldade respiratória, colapso e morte possível. Os sintomas geralmente ocorrem dentro de minutos após uma picada de inseto ou picada e avançar rapidamente. Os sintomas normalmente incluem o início súbito de vômitos, diarreia, cambaleante, queda brusca da pressão arterial, inchaço da laringe, levando à obstrução das vias respiratórias, convulsões e colapso cardiovascular ou morte. Esta reação é fatal para seu cão.

Ambos anafilaxia e urticária são desencadeadas por anticorpos que o sistema imunológico tem feito para alguma parte do veneno do inseto. Os anticorpos causar células inflamatórias, como basófilos e mastócitos para liberar substâncias que causam a reação alérgica. A maioria dos cães alérgicos a picadas de insetos irão desenvolver rosto inchado e colmeias e não anafilaxia.

LEVE AO VETÉRINARIO  DE SUA CONFIANÇA 

Cuidados Veterinários
Não há nenhum teste de diagnóstico para anafilaxia ou urticária, mas seu veterinário pode determinar a presença de uma reação alérgica fazendo um rápido exame físico. A história revela exposição recente a insetos pungentes.

Tratamento 

A anafilaxia é uma emergência extrema e ocorre logo após a picada. Seu veterinário irá começar de suporte de vida imediato de emergência. Isso irá incluir o estabelecimento de uma via aérea aberta, administrar oxigênio e fluidos intravenosos para aumentar a pressão arterial. Ele provavelmente vai administrar drogas como adrenalina e corticosteroides. Os animais que sobrevivem os primeiros minutos geralmente retornam para a saúde normal.

Se seu cão é conhecido por ser alérgico a picadas de insetos, seu veterinário pode recomendar que você administre medicamentos orais nos primeiros estágios da reação alérgica. Infelizmente, a medicação oral pode não ser suficiente, e você terá que levar seu cão para exame e tratamento.


Cuidados preventivos 

Em geral, não há como prever se o seu cão vai ter uma reação alérgica. Se ele teve uma reação antes, verifique se o seu veterinário sabe sobre ele e ele está em seus registros do animal de estimação. Como cada reação se torna mais grave que você deve ter disponível epinefrina e saber como usá-lo em caso de reação ocorre. Pergunte ao seu veterinário sobre uma "epi-pena" para manter a mão ou levar com você quando você viaja. Trata-se de uma seringa e agulha especial preenchido com uma única dose de adrenalina//


               Só falta meu cão falar.??



Os cães se comunicam de diferentes maneiras entre eles.
 Com expressões corporais ou faciais. 
A partir dos sons que emitem, além dos latidos. E os mesmos métodos de linguagem são utilizados com os humanos. Aliás, os cães entendem nossos comandos (“senta”, “deita”), mas nossa comunicação com os cães é falha. Simplesmente porque não entendemos a linguagem dos cães.
– Linguagem corporal e expressões faciais
Um cão estará confiante e relaxado quando...
...ficar com uma postura ereta.
...abanar lentamente o rabo.
...ficar com as orelhas atentas, mas com aparência relaxada.
...manter os olhos com pupilas pequenas.
...ficar com a boca fechada ou lábios ligeiramente separados.
Um cão estará assustado e ansioso quando...
...ficar com o corpo abaixado.
...permanecer com o rabo encolhido.
...ficar com as orelhas para baixo.
...manter os olhos arregalados com parte branca à mostra.
...ficar com a boca ofegante.
Um cão estará agressivo quando...
...ficar com sua postura rígida.
...o rabo ficar muito rígido, balançando para cima ou para trás.
...manter as orelhas atentas.
...ficar com os olhos intensos e focados.
...ficar com os lábios da boca puxados para trás e alguns dentes à mostra.
...ter arrepios, onde uma linha de pelos do pescoço aos ombros se sobressai.
Um cão estará com medo e também agressivo quando...
...ficar com uma postura recolhida.
...manter o rabo encolhido.
...ficar com as orelhas abaixadas.
...permanecer com os olhos arregalados e com perda de foco.
...ficar com os lábios da boca para trás ou com a boca ofegante.
Um cão estará completamente relaxado quando...
...ficar com o corpo deitado ou em pé desatento.
...abanar o rabo para cima ou solto naturalmente.
...as orelhas ficarem em seu estado normal.
...os olhos ficarem com dilatação normal, sem um olhar fixado em algo.
...manter a boca aberta e levemente ofegante.
– Linguagem verbal
Uivo. O cão uiva para localizar alguém. Pode ser o dono ou mesmo outro cachorro. É normal que outros cães passem a uivar junto.
Rosnar. É um recado para se afastar. O cão rosna para que uma pessoa ou um cão permaneça afastado da comida ou de um brinquedo.
Grunhido. Um som característico do cão que quer dizer “quero alguma coisa”. Trata-se de um pedido, uma súplica por algo. Uma ‘manha de criança’. Também é um modo de cumprimento com outros cães e humanos.
Choro. Os cães choramingam por ansiedade ou dor. Aos cães espertos, o choramingo pode se transformar em ‘arma’ para ganhar atenção.
Gemido. O cão está frustrado e geme para reclamar de alguma coisa.
Latido. Um latido estridente indica um cão empolgado e feliz. Já o latido baixo deve ser entendido como uma provável ameaça (cão agressivo).
 Há latidos que servem para somente chamar a atenção/
mas de qualquer geito  eles são  especiais  ..  anjos de 4 patas como 
falo sempre ...abraços 

   Maria Auxiliadora g

Se o seu cachorro pudesse falar, quais reclamações ele faria sobre você?

fras:es  que você  sempre escuta por ai  
Meu cachorro apronta muito. Ele está me deixando louco!
- Ontem, ele fez xixi no tapete da sala.
- Os móveis de casa estão todos roídos.
 eu tenho uma pinscher, desse jeito! 
Só falta falar! é incrivel, como ela externa bem suas emoções,
Principalmente no primeiro ano de vida, quando os bichinhos têm mais energia e parecem concentrar todas as forças em fazer “arte”. Mas você já pensou se fosse o contrário? Se o seu cachorro pudesse falar, quais reclamações ele faria sobre você?
De acordo com o experiente   em comportamento animal 
1. Meu dono me trata como uma criança – De acordo com o especialista, muitos donos ficam o tempo todo atrás de seu cãozinho, como se ele fosse uma criança de um ano de idade. É preciso entender que bebês são bebês e cachorros são cachorros. O animal gosta de correr, de farejar, de caçar a própria cauda… Para Cesar, não há problema nenhum em amar o seu cachorro, mas a disciplina deve vir em primeiro lugar.
2. Eu não tenho um emprego. Estou com tédio – Ao nascer, os cães não esperam ter comidinha ao alcance sempre que estão com fome. Na selva, os animais precisam caçar para conseguir se alimentar. Às vezes, o mau comportamento dos animais – hábitos como fazer xixi no lugar errado, mastigar o tapete ou destruir os móveis – está relacionado ao tédio. Por isso, o especialista indica: caminhe com seu cachorro e, sempre que possível, crie um joguinho de obstáculos e invente atividades que estimulem as habilidades do animal.
3. Ei, você é meu líder! – Muitos donos agem como se fossem apenas parceiros de brincadeiras para os cães, quando, na verdade, eles precisam de um líder. Cães necessitam de regras e ficam confusos quando você não as aplica sempre. “Ser um líder não é apenas uma ocupação que você tem às vezes. É o tempo todo. Seu cão está sempre procurando por consistência e estrutura e, sem isso, ele ficará confuso sobre quando deve ou não seguir suas instruções e quando vocês são apenas amigos”, diz Cesar.
4. Eu não falo a sua língua – Você pode falar com o seu cão em português, inglês, espanhol ou mandarim. Ele vai entender sempre do mesmo jeito. Isso porque eles não compreendem as palavras como nós. Para eles, são apenas sons. O que faz diferença é o tom de voz, os gestos que acompanham a fala, a postura do dono. “Por isso não dá para mentir para um cachorro”, conclui o especialista. “Quando você diz algo para um cachorro, é preciso falar de dentro, da sua mente, do seu coração e do seu corpo”, completa.
5. Você fica tenso, eu fico tenso – Para ilustrar este item, Cesar dá o seguinte exemplo: você recebe em casa uma pessoa da família com quem não se dá muito bem. O cachorro percebe seu comportamento e fica nervoso também. O bichinho não sabe que fulaninho é seu primo, seu tio ou seu cunhado. Muito menos entende o motivo pelo qual vocês não se entendem. O que ele percebe é que o líder dele está tenso. Assim, pode se tornar agressivo ou chato, incomodando a todos. Seu estado de espírito influencia as atitudes de seu cão. Se você ficar nervoso, tenso ou agitado, seu melhor amigo sente essa atmosfera estranha//

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Maria Auxiliadora Gonçalves 

sábado, 24 de maio de 2014

GRUPOS  DE  CÃES   

Esse último grupo contém basicamente as raças restantes, que não se encaixam exatamente em nenhuma das outras categorias. Muitas dessas raças têm os cães mais interessantes e populares e incluem cães trabalhadores, pastores, terriers e miniaturas. As dez raças mais populares desse grupo, no ano de 2006, de acordo com o American Kennel Club, eram (em ordem decrescente de popularidade): Poodle, Buldogue Inglês, Boston Terrier, Bichon Frisé, Buldogue Francês. Lhasa Apso, Shar Pei, Chow Chow, Shiba Inu e Dálmata. Dependendo da raça, qualquer uma das atividades e dos exercícios já citados podem ser usados por você e seu cão não-esportista, além da caminhada.
A palavra “terrier” vem do latim terra – uma ótima definição das primeiras funções realizadas pelos cães desse grupo. Os terriers eram ótimos para caçar e matar roedores, animais considerados pragas e pequenos mamíferos, chegando a cavar profundamente a terra para encontrá-los. Mais tarde, os terriers mais fortes, como o American Staffordshire Terrierpassaram a ser criados para lutar entre si em competições publicas. Pelo tamanho conveniente e talvez também pela grande beleza, os terriers são cães populares.
Apesar do tamanho menor, é importante lembrar que os terriers têm a caça e o trabalho no sangue, por isso costumam ser cães de alta energia – alguns, como muitos Jack Russels, podem ter energia extremamente alta. Se você tiver a chance de criar um terrier desde filhote, socializá-lo e familiarizá-lo com outros cães e com outros animais pequenos é um dever. Em cães mais velhos ou que foram resgatados de abrigos, geralmente o hábito de agredir outros animais já está instaurado, por isso, além de suas habilidades de liderança calma e assertiva, pode ser que você precise de um profissional para ajudá-lo a colocar fim a esse hábito. Não cometa o erro que muitos de meus clientes cometem, dizendo: “Bem, ele não gosta de outros cães, faz parte da personalidade dele”. Os cachorros nascem para se dar bem com seus semelhantes.

Em um local de escavações perto de Bonn, na Alemanha, arqueólogos descobriram o esqueleto de um homem e de um cão, enterrados juntos. O local data de mais ou menos quatorze mil anos atrás. E, no Alabama, os seres humanos de cerca de oito mil anos atrás enterravam os cães de modo que era, segundo o arqueólogo Carl E. Miller, “muito mais cuidadoso que enterravam os homens”. No mundo todo ao longo da história da humanidade, os cães tem desempenhado não apenas um papel de trabalho, mas também um papel emocional em nossa vida.
Os cães do grupo dos Toys são a evidência mais flagrante da profunda ligação entre seres humanos e cachorros. Enquanto algumas raças de toys tinham como propósito caçar pequenos animais considerados pragas ou espantar pássaros de vegetações, muitas delas foram criadas ao longo dos séculos apenas para satisfazer as necessidades emocionais dos seres humanos – como companhia ou “enfeite”. Não executavam tarefas importantes me, auxiliavam na sobrevivência dos seres humanos. Nós simplesmente os amávamos . Muitas dessas raças são versõesem miniaturas de seus parentes, mas outras têm uma origem tão antiga que já foi esquecida.
Os cães do tipo toys têm diversos passados genéticos, por isso não podemos fazer generalizações a respeito de seu comportamento. Alguns deles caçavam aves ou ratos, como o Cavalier King Charles Spaniel e o English Toy Spaniel, o Toy Manchester Terrier, o Toy Fox Terrier, o Yorkshire Terrier e o Silky Terrier, o Papillon, o Maltês, o Lulu-da-Pomerânia (ou Spitz Alemão Anão), o Poodle Toy e o Pinscher Miniatura. Esses cães foram selecionados pelo alto nível de energia, e isso se mostra pelos seus descendentes. Cães “de colo”, como o Chihuahua, o Pequinês, o Pug e o Shih tzu, foram criados pela aparência, pelo tamanho, e, claro, por serem bonitinhos.
Infelizmente, a fofura é onde começa o problema com a maioria das raças pequenas. Os seres humanos adoram coisas fofinhas – os antropólogos dizem que é uma característica inscrita em nosso ser para que cuidemos de nossos bebês. Como os cães das raças toys são adoráveis, costumamos permitir que façam coisas que não permitiríamos que raças maiores fizessem. Por exemplo, a maioria das pessoas não permite que cães grandes latam por muito tempo. Os latidos são altos e irritantes demais para nós. Além disso, quando um cão maior late, costumamos levar o latido muito a sério. No entanto , quando um cão pequeno late para nos alertar de alguma coisa, ou simplesmente para chamar nossa atenção, costumamos deixá-lo latindo até quando ele quiser. No começo, achamos engraçadinho: “Ah, ele está me dizendo que quer seu osso”, e o entregamos a ele, ou “Ah, ele está me dizendo que quer brincar”. Depois de um tempo, o comportamento se torna irritante, mas nos convencemos de que se trata apenas da personalidade do cão ou da raça e não fazemos nada a respeito. E um comportamento ainda pior é o de morder. Nunca permitiríamos que um rottweiler usasse os dentes para nos manipular ou controlar, mas, quando cães pequenos mordem, é exatamente isso que estão tentando fazer. Quanto mais permitimos esse tipo de comportamento, mais ensinamos aos cães toys que é assim que vão conseguir o que desejam. No fim das contas, esses cães se tornam tão instáveis que o comportamento pode evoluir para ataques a outros animais ou a pessoas.
O segredo é lembrar que, por trás da cara fofinha e dos pêlos macios, seu toy é um animal e um cão em primeiro lugar. Tendo isso sempre em mente e aplicando a fórmula de exercícios, disciplina e carinho, satisfazer as necessidades de cães menores não é muito diferente de satisfazer a necessidade de cães grandes. Os cães do tipo toy também precisam de caminhadas vigorosas, mas, como utilizam mais energia para caminhar uma distancia menor, não se faz necessária uma caminhada extensa. As brincadeiras devem ser feitas de modo controlado, com começo, meio e fim bem definidos.
A dica é não deixar que os cães pequenos estoquem muita energia. Quando passam a mastigar, latir e morder compulsivamente ou se tornam anti-sociais, é porque descobriram que estas atividades negativas são maneiras de gastar energia. Não importa quão pequeno for o seu cão, ele precisa substituir o comportamento destrutivo por desafios físicos e psicológicos, que podem ser desde brincar de pegar com uma bola de tênis até fazer exercícios de agility e flyball, no caso de cães com energia mais alta. E todos os cães pequenos podem se beneficiar dos exercícios de obediência com recompensas no final.

Grupo dos Pastores



Raças do Grupo dos Pastores


Para satisfazer as necessidades de seu cão, de modo que ele viva feliz e possa satisfazer as suas necessidades, é essencial começar se dirigindo ao animal que existe dentro dele. Todos os animais precisam trabalhar para ter comida e água e se comunicam com os outros por forma de energia. O nível seguinte de comunicação é se dirigir ao cão que existe em seu bicho de estimação. Por ser um carnívoro social, o cachorro naturalmente deseja fazer parte de uma matilha. Ele vê o mundo de maneira bastante organizada, com regras definidas e claras às quais obedecer e uma hierarquia bem estabelecida de funções e status. Ele enxerga o mundo primeiro por meio do focinho, depois com os olhos e por último com os ouvidos. Acredite se quiser – apenas abordando e satisfazendo as necessidades de seu bicho de estimação levando em conta que ele é um animal em primeiro lugar e um cão em segundo, é possível aprender a evitar e superar muitos dos problemas que você possa ter com ele.
O nível seguinte na psicologia do cão é a raça. Assim como ele recebe “sinais” de seus lados animal e cão, quanto mais puro ele for, mais sintonizado estará com os sinais emitidos pela raça e mais reagirá a eles.
O DNA da raça de um cão traz parte de seu “manual de instruções”, por assim dizer. A raça do cachorro é formada pelas funções que ele deve ter, por isso, quanto mais puro ele for, mais vaise valer das características da raça para poder extravasar a energia e a frustração em excesso.
O American Kennel Club dividiu as raças em categorias gerais, com base geralmente nas tarefas originais para as quais os cães eram usados.

Os cães que chamamos de “esportistas” são descendentes daqueles criados para trabalhar com caçadores humanos, para localizar, levantar* ou buscar caças, principalmente pássaros. Pointers e Setters são os cães que localizam e apontam a caça; spaniels são os que a levantam; e retrievers são os que vão buscá-la depois que o caçador atira. Lembre-se: dizemos “esportistas” porque eles não matam. Com o tempo, os seres humanos adaptaram esses instintos e comportamentos predatórios, herdados dos lobos, e fizeram com que esses cães parassem de matar. Isso se tornou um esporte para o animal – o único predador completo nesse processo é o ser humano.
Não concordo com os diversos guias de raças que afirmam que todos os cães de determinada raça têm um nível de energia predeterminado. Da mesma maneira que pode haver crianças de alta e de baixa energia na mesma família, pode haver uma grande diferença entre os níveis de energia em cada raça e mesmo em cada ninhada. Só porque o cão vem de uma linhagem superior, não quer dizer que vai necessariamente se tornar um modelo das características ideais da raça. Se você cruzar dois setters campeôes, pode obter uma ninhada com dois filhotes de alta energia e potencial para ser campeões; um filhote de energia média, que fica cansado ou entediado após uma hora de caça; e um cão tranquilo e pacífico, que só quer ficar deitado perto da lareira. Acredito que, assim como nos seres humanos, o nível de energia é algo com que se nasce.

Acredita-se que os hounds formem o grupo mais antigo de cães criados para colaborar com os seres humanos. Esqueletos de cachorros parecidos com basenjis foram encontrados em antigas escavações ao lado de humanos primitivos, e paredes de tumbas do Egito antigo estão cobertas por desenhos de cães que lembram galgos ingleses e cães do faraó. Os hounds são caçadores e perseguem suas presas – geralmente mamíferos, e não aves, como no caso dos cães esportistas – usando a visão, o olfato ou uma combinação dos dois. Entretanto, diferentemente do grupo dos esportistas, esses cães geralmente não esperavam pelos seres humanos, mais lentos, para sair à caça – corriam na frente dos caçadores.
O focinho sabe
A família dos hounds farejadores inclui o basset hound, o beagle, o coonhound, o bloodhound, o dachshound, o foxhound americano e o inglês, o harrier e o otterhound. Como já dissemos, o olfato é o sentido mais importante para todos os cães, mas o focinho é tudo para os animais desse grupo – e os seres humanos que começaram a criá-los aproveitaram sua biologia ao máximo. Acredita-se que a ruga da face de cães como o bloodhound ajudam a manter perto do focinho o cheiro do qual estão tentando se aproximar, e as orelhas longas e caídas impedem que sejam distraídos por barulho quando estão na caça. Alguns deles – como o Dachshund e o Beagle – tem pernas mais curtas, para mantê-los mais próximos do chão.
Geralmente, preferem caçar em grupos – e, se você tiver a chance de observar uma matilha de hounds procurar alguma coisa, testemunhará a força miraculosa da matilha em ação. Todos os cães ficam obstinados em sua busca pela presa, e a cooperação e coordenação existente dentro da matilha é o segredo. É esse tipo de cooperação e coordenação que tem ajudado que tem ajudado a familia dos canídeos a se adaptar e sobreviver ao longo dos séculos. Se seu cão é um hound de raça pura, então, de uma forma ou de outra, é melhor satisfazer a necessidade queele tem de usar seu poderodo focinho para um propósito.

Conforme os seres humanos foram evoluindo de caçadores primitivos e começaram a criar animais domesticados e a formar vilarejos, começaram a procurar cães para ajudá-los de outras maneiras, além de caçar e farejar. Assim, o grupo dos cães trabalhadores foi criado para guardar, puxar e resgatar – algumas raças para apenas um desses propósitos; outras, para dois ou três. Os seres humanos que criaram essas raças as selecionaram pelo tamanho e pelo formato do corpo, pela força, pela perserverança e as vezes pela agressividade, no caso dos cães de guarda.
Trouxemos esses cães para casa, para caçar presas grandes, lutar com outros cães ou atacar pessos e animais, há centenas de anos. E, ainda hoje, algumas das raças mais populares continuam tendo essas habilidades. O Akita, o Malamute Do Alaska, o Dogue Alemão e o Kuvasz foram criados para caçar presas grandes e para ser cães de guarda. O Mastim Inglês e o Mastim Napolitano tem raízes antigas, como cães de guerra e lutadores , que combatiam homens, leões, tigres e até elefantes nas arenas romanas de gladiadores. Nos genes do Terrie Preto da Rússia, do Dobermann e do Rottweiler, estão a guarda e a segurança – inclusive para uso militar. Sabe-se que esses cães são comumente utilizados para proteção pessoal, mas o Rottweiler também era conhecido como “cão açogueiro”, graças a capacidade de pastoriar e proteger o gado.
Ele se tornou tão indispensável para os açogueiros que estes penduravam o lucro do dia em uma bolsa ao redor do pescoço do cão quando iam ao bar, sabendo que o dinheiro estaria perfeitamente protegido. Quando mais pura for a raça, mais asqualidades relacionadas a ela vão aparecer se você, como lider da matilha, não satisfazer o animal e o cão completamente. E, por causa do tamanho destes cães, onviamente podem causar muito mais estrago do que um beagle ou um galgo inglês quando a energia acumulada dentro deles irrompe.

O instinto de controlar o movimento de outros animais vem do impulso predador, que tem origem na natureza lobal dos cães domésticos. Se você observar uma matilha de cães caçadores em ação, verá como eles coordenam suas posições para eliminar os membros mais fracos do rebanho que estiverem tentando atacar, e como conduzem sem muito esforço os animais que estão perseguindo, para encurralá-los, preparando-se para o ataque. Ao longo dos séculos, a humanidade tem usado essa habilidade inata para criar cães que completam todas as ações, menos a última. Esses cães, membros do grupo dos pastores, não matam os animais que encurralam – simplesmente os mantém unidos para beneficiar o ser humano, seguindo o próprio discernimento e os comandos do dono. Alguns mordiscam os calcanhares do gado para mantê-los em ordem, outros latem, outros rosnam e encaram, e outros simplesmente usam seus movimentos e sua energia. Entre os pastores mais conhecidos, estão o pastor alemão (considerado por algumas pessoas como um cão pastor e trabalhador), o Pastor de Shetland, o Corgi Galês, o Old English Sheepdog ou bobtail, o Pastor Australiano, o blue heeler, o Collie de pêlo longo e o Border Collie, o Australian Cattle Dog e o Bouvier de Flandres.
É preciso muito vigor físico para pastorear e guardar rebanhos, por isso os cães pastores costumam ter alto nível de energia. Se você tem um cão pastor de alta energia, caminhar, andar de patins ou de bicicleta com ele, de trinta minutos a uma hora, pelo menos uma vez ao dia, é absolutamente necessário para gastar energia e obter equilíbrio. Cães desse tipo não devem ser deixados no quintal sem nada para fazer. Lembre-se de que pastorear é um trabalho, por isso trabalhar é algo muito presente nos genes de cães pastores. O animal fica mais feliz e realizado quando usa a energia para um propósito. Dar um desafio a ele é a melhor coisa que você pode fazer para impedir ou ajudar a resolver problemas causados pelo tédio ou pela energia reprimida.///